Sentia
o corpo
queimando.
Colocou
o travesseiro
entre as pernas
e desejava
que fosse alguém.
Não
queria
masturbar-se
novamente.
Desejava
sentir
outro
tecido.
A pele
mesmo
que desumanizada.
Viver
algo
intenso
como um segredo.
Sentou
diante
do computador
que mantinha
ligado
feito abajur.
Não
conseguia
pensar
em outra coisa.
Quando
deu-se conta
estava vendo
filmes
pornográficos.
Olhava
o relógio
no canto
do monitor
que já marcavam
duas horas
da madrugada.
Sentiu
um arrepio.
E ficou
com medo
do que estava
pensando.
Levantou-se
em sobressalto
desespero
e foi
para diante
do espelho.
Olhou
para seu corpo
buscando
algo de errado.
Estava
tremula
de excitação.
E não conseguia
enganar-se
diante do reflexo.
Sua camisola
branca
e transparente
revelavam
seus rosados
mamilos
e sua pequena
peça
intima.
Estava
vestida
para ser desejada
e não podia mentir.
Andou
pelo quarto
e ia se deitar.
Voltou
ao guarda roupa
para fechar
a porta.
Viu
um casaco
sobretudo
preto
que fazia
muito tempo
não usava.
Com um gesto
automático
o pegou
e o vestiu.
Tremia
cada vez mais
em perceber
que ia fazer
o estava imaginando.
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